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Uma torcida dessa...
11 de junho de 2008 12:49
RDR (Retratos das Ruas)
RDR (Retratos das Ruas)
A Torcida Falange Azul agradece a todos que fizeram acontecer o 1º Festiva Hip Hop Falange Azul, que sem dúvida alguma, foi um dos melhores eventos com organização da torcida. Aos grupos IML, Pretos Ativos, Pira Pura, Pesadelo Atual, RDR, Fábrika da Rima, ao mestre de Cerimônia Jean, DJ Fabricio Frá, aos B. Boys e Carão pela grafitagem. A toda galera das quebradas de Londrina, Ibiporâ, Rolândia e Cambé. Ao Rei e Galvão pela força na correria da organização do evento. A molecada da torcida que ajudou no dia do evento. E aos patrocinadores e parceiros, Sercomtel, RioSampa, Nat Weast, Lexx, Folha Norte, Nova Schin, Liga das Escolas de Samba de Londrina, Voz Ativa, Klá Bonés e Cincão FM (Programa Momento Rap). Obrigado a todos.

Coluna de APOLO THEODORO na Folha de Londrina

Time que tem...


No último domingo, por volta das 17 horas, estive no VGD, o velho Estádio Vitorino Gonçalves Dias de tantas lembranças - lembranças de um tempo em que, numa hora dessa, num dia desse, em vez de ir a uma festa, a gente lotava o VGD para ver jogar um time que já não existe mais. Cadê o Londrina Esporte Clube? Se não é o Fiori Luiz lembrar semanalmente em sua coluna nesta Folha, a gente até esquece que o Tubarão existe.

Uma torcida dessa...

Este ano a torcida só deve ver o time em campo lá pra agosto, se houver a Copa Paraná, caso contrário só no ano que vem, isso se o gestor financeiro não for embora e deixar o time mais desnorteado ainda. Mas, se está sem rumo e sem títulos; se possui dívidas trabalhistas com credores e deve muito futebol aos torcedores; se não está em lugar nenhum no cenário esportivo brasileiro, o Tubarão tem lugar cativo no coração de uma torcida apaixonada e fiel - tão fiel que é capaz de existir mesmo sem ter um time para torcer.

Não merece...

Assim, fui ao VGD no último domingo não para aplaudir o Londrina, mas para bater palmas para a torcida Falange Azul - esse batalhão de fanáticos torcedores que não deixa apagar a chama da paixão que os une promovendo encontros semanais em sua sede, além de outras atrações como o animado Festival de hip hop que me levou lá. Localizada sob os degraus da geral do VGD, a sede da Falange fica exatamente embaixo do local onde seus integrantes se concentravam dentro estádio para ver os jogos do time.

Um time desses

É lá que torcedores como Fernando, Japonês, Rafael e Luisinho se encontram para festar e sonhar. Festar pra não deixar cair o ânimo da turma e sonhar com aquilo que já foi realidade um dia, mais precisamente em 1992, quando o Londrina foi campeão estadual - mesmo ano de fundação da Falange Azul que, depois disso, nunca mais viu o Tubarão com a faixa de campeão no peito. Peito que não faltou aos inúmeros torcedores na festa de domingo para, entre um rap e outro, gritar num coro só: ''Tubarão, Tubarão...!''

Márcio e João Neves

Nostálgico, Luizinho quer de volta a alegria de 1992 quando assistiu aos três jogos decisivos contra o União Bandeirantes. Lembrando do sufoco que foi o segundo jogo - ''Eu já estava indo embora desanimado quando o Márcio empatou no finzinho da partida'' - ele fala da emoção que sentiu na terceira partida ''quando João Neves fez o gol do título.'' Rafael não esconde que ''estamos esperando um time bom pra Copa Paraná'' e Fernando explica que ''a gente se reúne aqui toda quinta-feira pra manter o pessoal junto.''

Jéferson e William

A Falange Azul tem 150 sócios (Ativos, pagando mensalidades). Já chegou a ter 850 membros. ''Nós queremos um time, pois somos uma torcida sem time!'', pede Japonês, no exato momento em que a dupla de rap Jéferson e William, conhecida como ''Pesadelo atual'', brada lá de cima do palco: ''Não basta só querer, tem que ter fé e ir pra cima; o preço do seu sonho é o preço da sua vida!'' Quem está a fim de pagar esse preço e tirar o Londrina do atual pesadelo?
 
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