
Adir Leme (esquerda) e o presidente Peter Silva projetam um futuro promissor para o Londrina
Empossado ontem definitivamente como gestor do Londrina pelos próximos
três anos (com possibilidade de renovação por mais sete), o empresário
Adir Leme da Silva disse, em entrevista coletiva, que espera ver o
Londrina na Série A do Brasileiro dentro de 10 anos.
''Nos primeiros dois anos não dá para esperar muita coisa
(resultados), porque é o tempo que precisaremos para arrumar a casa,
isto é, estruturar e fazer o Londrina andar para frente. Em três anos,
por exemplo, não temos condição nenhuma de levar o time de volta à
Série B. Mais para frente sim. E a minha meta em dez anos é colocar o
Londrina na Série A'', afirmou Adir. O gestor adiantou ainda que para
realizar o projeto que idealiza, o clube buscará patrocinadores e
parceiros para conseguir algo em torno de R$ 1,8 milhão por ano para
investir no time.
Para responder às perguntas sobre o que imagina para o LEC no
futuro, Adir recorreu ao exemplo do Figueirense que, após se tornar um
clube-empresa (S/A), decolou de vez no Brasileiro (subiu para a
Primeira Divisão em 2002 e não saiu mais). ''O que quero dizer é que
precisamos de um tempo para ver o Londrina numa posição de destaque. O
Figueirense, que estava numa situação melhor que a do Londrina hoje,
demorou quatro anos para acertar suas contas e começar a crescer. E
hoje ele (Figueirense) é o que é'', comentou.
As declarações ocorreram durante a assinatura oficial do
contrato de gestão esportiva do clube, feita no auditório da Unimed
Londrina, que contou com a presença de conselheiros e parceiros.
Assinaram o documento, registrado em cartório, o presidente Peter
Silva, o getor Adir Leme e o presidente do Conselho Deliberativo,
Ricardo Ramalho Cardoso. Além deles, participou o gerente de mercado da
Unimed, Fábio Pozza, que destacou que a cooperativa médica foi uma das
primeiras a renovar com o LEC por entender ''que o Londrina é talvez a
mais importante manifestação esportiva da cidade''.
O contrato dá autonomia total de gestão ao empresário, mas
determina, por exemplo, que todo empréstimo ou venda de jogador tenha
que ter a anuência do presidente do clube. Outra cláusula importante é
a que fixa uma multa de 50% do valor investido (pelo gestor) caso uma
das partes venha a pedir a rescisão do contrato.
Peter Silva frisou o fato de ontem ser um ''dia histórico''
para o clube e pareceu estar tirando um peso das costas (embora não
tenha dito isso) ao entregar a administração a Adir. ''Te entrego hoje
um Londrina com os balanços de 2006 e 2007 aprovados e um time
administrável. Antes era difícil ser transparente na administração do
clube, devido a questões internas, mas agora será, com esse acordo
assinado com a Justiça Trabalhista'', garantiu.
Adir Leme, que reside em São Paulo, informou que mesmo que não
esteja presente em Londrina, terá aqui ''uma equipe de bons
profissionais'', que será comandada pelo consultor Ariobaldo Frisselli,
o Dedé, que fez o projeto de reestruturação do LEC.
Foto: Fábio Ciquini
Fonte: Folha de Londrina - Jaime Kaster