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A paixão pelo LEC estampada em um Corcel 76
18 de agosto de 2008 15:16
Marcos Reis da Silva já se acostumou com o pessoal brincando na rua por causa do Corcel. Ao todo, estão pintados 18 tubarões na lataria
Marcos Reis da Silva já se acostumou com o pessoal brincando na rua por causa do Corcel. Ao todo, estão pintados 18 tubarões na lataria
"Um apreciador apaixonado, exaltado, de uma devoção quase sempre cega". A palavra "fanático" é definida dessa maneira no dicionário, e se encaixa perfeitamente para explicar a paixão do torcedor Marcos Reis da Silva pelo time do Londrina Esporte Clube. Há três anos, Marcos comprou um Corcel I ano 76 para homenagear o LEC de uma maneira, digamos, inusitada. Graças ao talento do ilustrador curitibano Sidney Branco, o Corcel de Marcos foi inteiro grafitado com as cores e símbolos do LEC, se tornando uma atração na cidade.  

Com uma pintura bastante realista, Sidney abriu uma exceção para o amigo Marcos e grafitou o carro de graça, em um trabalho que durou uma semana. O tema para homenagem foi o "tubarão" - apelido dado ao LEC graças ao quarto lugar conquistado no Campeonato Brasileiro de 1977. Em todo o carro, são 18 tubarões (sendo 6 grandes) escolhidos a dedo de ilustrações na internet, com destaque para a reprodução do fundo do mar nas portas e o tubarão com a boca cheia de sangue no capô, digna do filme de Steven Spielberg, Tubarão.

Quando resolveu trocar sua moto pelo carro, Marcos já tinha o intuito de homenagear o LEC, time para o qual torce faz 30 anos. "Minha história com o LEC começou em 1978, na final do Campeonato Paranaense de Juniores, contra o Matsubara. No jogo, meu amigo Claudinho era ponta direita do Tubarão. Ele fez um gol de peixinho, o mais bonito que eu vi na minha vida. Fiquei contagiado, apaixonado e, desde então, nunca mais abandonei o clube", relembra Marcos, que chega mesmo a chorar de verdade quando fala sobre sua ligação com o Londrina.

Marcos sempre que pode acompanha o time. "Uma vez fui assistir um Londrina e Colorado na capital  apenas com a roupa do corpo. Não tinha dinheiro, não tinha nada. Nunca tinha ido a Curitiba e não sabia que era tão frio. De bermuda e camiseta, achei que ia morrer congelado no campo", diverte-se o torcedor. "Pelo menos arrancamos um empate fora", vibra Marcos, mesmo 18 anos depois.
 
Passando por vitórias e derrotas ao longo de três décadas, há cinco anos Marcos entrou para a Falange Azul, onde é cozinheiro oficial e conheceu sua namorada, Flavia Navarro. "Nos jogos no VGD, Marcos não pára um minuto. Fica de um lado para o outro com uma bandeira no pescoço e outra na cabeça, sempre xingando o bandeirinha e empurrando o time", explica Flavia, que já se acostumou com o pessoal brincando na rua por causa do Corcel. "Eles sempre nos chamam para tirar fotos do carro e às vezes tiram um sarro. Mas quando viajamos é uma festa nas cidades pequenas aqui do Paraná. Todos ficam impressionados com a paixão de Marcos", explica a garota, que conta ainda que o namorado tem uma bicicleta estilizada com as cores do clube.

Se Marcos se considera um exagerado? "Sou um dos poucos cinco mil torcedores da cidade que realmente gostam do LEC. A maioria só vem quando o time está ganhando, daí fica fácil não é?".   

Apesar de não ter feito uma boa campanha no Campeonato Paranaense deste ano, ficando apenas em 12º lugar, o LEC busca a redenção na segunda e última competição que disputará no ano, a Copa Paraná. O torneio, que tem inicio para o Tubarão no dia 21 de setembro contra o Engenheiro Beltrão, vale uma vaga na série D de 2009 e na Copa do Brasil de 2010.

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