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Torcedor, Serginho é o símbolo do novo LEC
19 de setembro de 2008 11:44
Serginho surgiu para o futebol brasileiro ao defender pênalti cobrado por Edilson, do Cruzeiro
Serginho surgiu para o futebol brasileiro ao defender pênalti cobrado por Edilson, do Cruzeiro
O jogo de domingo à tarde, em Engenheiro Beltrão, marca muito mais do que somente a estréia do Londrina na Copa Paraná. A partida põe fim à quase sete meses de ostracismo da equipe e marca o início da caminhada para alcançar o sonho de voltar a uma competição nacional. Porém, para um jogador, o jogo contra o Beltrão tem um significado maior. Será sua reestréia oficial com a camisa do clube que torce e que viu crescer e depois se afundar. De volta ao Tubarão, o goleiro Serginho quer dar a sua contribuição para que o Londrina consiga se reerguer.

''Em 92, eu era molequinho, tinha 11 anos, fui nos três jogos da decisão. Lembro que em um deles, não havia mais lugar na arquibancada e eu fiquei no barranco. Sempre fui torcedor do Londrina, desde pequeno'', contou o camisa 1, referindo-se às finais do Campeonato Paranaense de 1992, no último momento de glária da equipe alviceleste, que conquistou o torneio em cima do União Bandeirante. ''Hoje, estou aqui nesse recomeço. Sei que a responsabilidade é muito grande e, por isso, vou dar o máximo de mim''.

O londrinense Serginho desembarcou no VGD em 2000, com 18 anos. Deixou o clube pela primeira vez no fatídico ano de 2004. O clube vivia uma crise que culminou no rebaixamento na Série B do Campeonato Brasileiro. Sem muitas chances, ele foi tentar a sorte na Espanha antes do barco alviceleste afundar.

No ano seguinte, disputou o Parananense pelo Nacional de Rolândia. As boas atuações reconduziram o goleiro ao Tubarão, que disputava a Série C do Brasileirão. Com a lesão do titular da época, Ferronato, e do reserva Luís Antonio, Serginho ganhou a vaga no time. Defendeu pênaltis e ganhou as manchetes dos jornais em um jogo decisivo contra o Paranoá-DF. Porém, veio a desclassificação e ele foi embora novamente.

Foi para a Itália, para o Noroeste-SP, para o Ceilândia e agora, retornou ao Tubarão para fazer parte desse processo de reestruturação que o clube tenta implantar. E está animado. ''Estou muito feliz, porque as coisas que tenho ouvido da diretoria, o planejamento que tem sido feito, estão nos deixando empolgados. Querem reestruturar mesmo'', disse, otimista.

A empolgação de Serginho pode traduzir o sonho do jogador de ver novamente o time dando alegrias à torcida. Momentos como alguns vividos por ele, tanto dentro como fora de campo. Nesta mistura de torcedor e jogador, ele guarda duas marcas, que usará como inspiração. Em uma delas, a decisão de 92, ele estava nas arquibancadas do Estádio do Café. Na outra, dez anos depois, o goleiro era um dos protagonistas. Serginho, então com 20 anos, defendeu um pênalti cobrado por Edílson, do Cruzeiro, que meses depois se tornaria campeão mundial com a seleção brasileira. O Londrina venceu por 1 a 0 o primeiro jogo da segunda fase da Copa do Brasil de 2002. Na volta, em Belo Horizonte, caiu por 2 a 0 e se despediu do torneio. ''Sonho em reviver momentos como esse. A gente sempre sonha em jogar em um time grande e o Londrina na Série A (do Brasileirão) é um time grande'', vislumbrou, projetando um futuro feliz para o Tubarão.

Fonte: Folha de Londrina - Thiago Mossini
 
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