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LEC tenta reviver boa fase de 10 anos atrás
07 de outubro de 2008 14:56
Torcida alviceleste chegando no Mané Garrincha
Torcida alviceleste chegando no Mané Garrincha
O ano de 1998 deixou um gosto de saudades para a torcida do Tubarão. O LEC não se classificou para a Série A do Brasileirão de 1999 por um triz. A ascensão escapou na derrota para o Gama no dia 20 de dezembro, em Brasília-DF, na última rodada do quadrangular final da Série B. Se tivesse vencido, o alviceleste estaria no lugar que sempre mereceu, entre os grandes do Brasil.

Depois de um começo ruim no campeonato, com uma derrota em casa para o Remo, o LEC adquiriu confiança e entrosamento e se classificou para a segunda fase da competição. O mesmo torneio selou o rebaixamento do Fluminense, que estava em outra chave, para a Série C.

A próxima etapa na caminhada do Tubarão era um playoff contra o ABC-RN. Tanto o primeiro jogo em Natal, quanto o segundo no Estádio do Café terminaram sem gols. Na terceira partida, novamente em Londrina, o placar foi de 1 a 1. A decisão foi para os pênaltis e o LEC se deu melhor, 4 a 3. Na opinião do membro da Falange Azul, Luciano Américo, esse jogo foi um dos melhores do LEC na competição.

Mais um degrau

O próximo passo foi a terceira fase da competição. Mas mesmo com a boa campanha do time, a população não se mobilizou muito. "A média de público do neste campeonato foi muito baixa. A Série B não era tão valorizada como hoje. Mas a Falange Azul cumpriu o seu papel", relembra Américo.

Das 24 equipes que iniciaram a série B, restavam apenas oito delas, divididas em dois grupos. Apenas os dois primeiros colocados de cada chave se classificariam para o almejado quadrangular final.

Após tropeçar nos dois primeiros jogos, o LEC reagiu e fechou com chave de ouro a terceira fase com um jogo considerado pelos membros da Falange Azul como inesquecível.

A partida contra o Joinville fora de casa valia uma vaga no quadrangular final. A torcida organizou uma excursão para acompanhar de perto o time. "O jogo foi teste pra cardíaco", descreveu Américo.  O LEC começou perdendo mas conseguiu vencer de virada por 3 a 1.

Outro fator que fez essa partida se tornar memorável foram os incidentes que a excursão enfrentou. Dos três ônibus que saíram de Londrina "um quase capotou a 100 km/h quando um dos pneus estourou", revela Américo.

 Mas o dia era mesmo alviceleste e deu tudo certo, na estrada e no futebol. "Das alegrias que eu tenho de viagem essa é uma das melhores", relata o presidente da Falange Azul, Fernando César, um dos "sobreviventes" da aventura.

Quadrangular Final

Após a classificação, era hora de se concentrar para o quadrangular final. As duas melhores equipes subiriam para a Série A de 1999. Junto com o LEC, estavam a Desportiva-ES, o Botafogo-SP e o Gama-DF.

O Tubarão estreou empatando sem gols no Estádio do Café com o Gama. Na seqüência foi até Ribeirão Preto-SP para enfrentar o Botafogo. "Foi a 1 a 0 pra eles, mas dava tranqüilo pra ser 2 a 0 pra nós. Perdemos muitos gols", lamenta o presidente da Falange Azul.
 
Depois o LEC perdeu para a Desportiva por 1 a 0 fora de casa e deu o troco no Café, 2 a 1 debaixo de um dilúvio. Um novo empate sem gols jogando em Londrina, dessa vez com o Botafogo, obrigou o Tubarão a vencer a última partida contra o Gama para subir.

A batalha final

Rumo a Brasília
Rumo a Brasília
Sete ônibus viajaram de Londrina até Brasília para ver a partida. "As expectativas eram as melhores possíveis. Levamos muita alegria, disposição, esperanças e sonhos. A distância e cansaço não importavam", afirma Américo.

Infelizmente o resultado esperado não veio. O Gama venceu por 3 a 0 e subiu para a Série A junto com o Botafogo. "Tento apagar este jogo de minha memória, mas vejo que sempre será impossível", comenta.

"Após o jogo vi muitos torcedores chorarem, mas em seguida levantar a cabeça, estufar o peito e gritar seu amor por este clube. Isto foi marcante pra mim continuar até hoje amando e admirando meu glorioso Tubarão," confessa Américo.

Destaques da Equipe

Um dos grandes nomes desse time era o atacante Mauro, vice-artilheiro da competição com sete gols. China, Ivanildo, Marquinhos Capixaba e Beto também foram alguns dos destaques.

Mas o que faltou para o LEC subir? Para Américo, faltou "algo mais" para motivar ou unir o elenco. Já César lamenta o fato do time ter jogado desfalcado na fase final.

Porém os dois membros da Falange Azul e certamente os demais torcedores são unânimes: esse time deixou saudade.

Assessoria de Imprensa:

Ciro Campos (43-9925-3613)
Paulo Augusto Sebin (43-9960-8993)
Bruno Carraro (43-9978-8657

 
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