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Colunas -
Felipe Lessa
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07 de julho de 2009 08:58 |
As cerca de três mil testemunhas que foram ao Estádio do Café
voltaram tristes para casa. Atordoadas apenas de lembrar que no palco
onde Carlos Alberto Garcia dava seus shows, quem deu o ritmo da peleja
foi um baixinho chamado Tatíco. Aos 44 do primeiro tempo, o camisa 10
da Naviraíense precisou apenas de uma brecha para usar a cabeça,
esnobando a perdida honra alviceleste. E assim decretou nova derrota do
Tubarão, por 1 x 0 - agora, na estréia do Campeonato Brasileiro da
Série D.
Antes do jogo, o discurso do prefeito Barbosa Neto deu
aos jogadores um clima de unidade municipalista. Falou em harmonia,
confiança e apoio. Porém, seu pedido esteve mais perto de ser uma reza
do que um ato de confiança. Quem saiu de Londrina rindo a toa foram os
políticos sul-matogrossenses: um vereador de Naviraí é chefe da torcida
organizada, outro é dirigente do Jacaré do Cone Sul.
Sem a
presença do atacante Jayme, esperança londrinense revelada pela base, o
povo teve que se contentar com os gols perdidos por Geandro e Rodrigo.
O êxtase das bancadas foi ver Silvinho e Japa protagonizarem lances de
perigo, boas defesas do goleiro Naldo e até mesmo bolas na trave. Mas a
angústia finalmente acabou quando o goleiro Valter tentou ser, sem
sucesso, o aríete local. Não deu, chegava a hora do conformismo.
Afinal,
se faltou eficiência aos atletas londrinenses, pelo menos a
vice-presidência mostrou seu valor e trabalhou bem na tarde de hoje. O
cargo é simbolicamente ocupado por Tigrinho, segurança pessoal de Peter
Silva. Graças ao bom diretor, não houve problemas de agressões ou
xingamentos....permitindo que o presidente voltasse sorridente ao seu
confortável lar.
Embora a raça e o suor não tenham faltado ao
Tubarão neste jogo de estréia, essas são virtudes que nem sempre
alteram placar e pontuação na tabela. Com o empate entre Ypiranga e
Chapecoense, o Londrina precisará buscar a superação na cancha dos
barrigas verdes, semana que vem. A Falange Azul já prepara caravana,
sem se importar que o ato de voltarem tristes para casa tenha virado
rotina. Por sorte, eles continuam voltando. No dia que deixarem de
voltar, o clube acaba.
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