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Uma torcida apaixonada
Marcelo Benini
Escrito por Marcelo Benini   
19 de março de 2010 13:21
torcida_excursao_copabr_2010.jpgMais uma vez a torcida do Londrina surpreendeu. Cerca de 800 pessoas assistiram Londrina x Uberaba em Paranavaí, em sua extrema maioria torcedores do LEC que se deslocaram 400 Km (ida e volta) para ver uma verdadeira incógnita. Mas todos sabiam que o elenco era fraco (só não sabiamos que era tão, mais tão fraco, completamente inexistente, viu, completa incógnita) e que dificilmente passaria pelo Uberaba. Mas futebol é futebol e tem lá suas surpresas. A torcida até chegou empolgada, tentou ajudar, empurrar, mas diante de tanto "fedor", a paciência foi embora tão rápido quanto o primeiro gol do Uberaba.

Mas a torcida mais uma vez provou, mesmo sem fazer uma grande festa lá no Waldomiro Wagner que é diferente, apaixonada e que pode sim ser um grande diferencial. Se houvesse um comprometimento e união entre iniciativa pública, privada, imprensa e torcida, desenvolvendo um trabalho sério, profissional e transparente, certamente a cidade de Londrina teria um clube entre os grandes. Um time que levaria grandes públicos ao estádio, certamente muito maior que a maioria dos clubes que hoje estão nas séries A e B, que aos poucos conquistaria o coração, especialmente dos mais novos, um clube que movimentaria e mexeria com o brio desta cidade e deste povo.

Acredito que se este jogo fosse em Arapongas ou Apucarana teríamos mais de duas mil pessoas presente facilmente.

torcida_paranava_copabrasil_2010.jpg
 
Dramática classificação londrinense
Felipe Lessa
Escrito por Felipe Lessa   
11 de agosto de 2009 05:42
camisas_londrina.jpg

Quando sintonizei o rádio, passavam das 15h. O Londrina estava aquecendo no acanhado vestiário do Estádio Virotão, no Mato Grosso do Sul. Por ali, enfrentaria a Naviraiense, na rodada decisiva da Série D do Brasileiro. Para se classificar, havia necessidade de vitória e de uma ajuda do Chapecoense, que jogaria no Índio Condá, contra o Ypiranga de Erechim.

Longe do campo em Naviraí, como também dos amigos londrinenses que se juntavam para escutar o jogo na sede da Falange Azul, nada me resta a não ser organizar meu alento pessoal ao Tubarão. A ausência de arquibancadas ou de parceiros não impediria de que meu quarto se tornasse um reduto de culto ao Londrina esporte Clube. Se classificar na Série D é de extrema importância para a vida do clube. Junto um rádio, umas 30 camisas, bandeiras e livros para torcer e espantar as mandingas que se aproximam do LEC a cada besteira cometida pelo presidente Peter Silva.

A semana foi extremamente conturbada nas dependências do Vitorino Gonçalves Dias. De segunda até sexta, diversas irregularidades cometidas por Peter foram desmascaradas pela imprensa local. Fatos como o de vender direitos da grande revelação sem comunicar ao mesmo, como também ao restante da diretoria do LEC. Fatos como a falsificação de documentos de médicos, o que fez com que a equipe do Dr. Carlos Miguita - que há mais de 30 anos colaborou com o clube - deixasse de prestar serviços ao Alviceleste.

A bomba esteve prestes a explodir na quinta-feira. Cerca de 50 integrantes da Falange foram ao VGD protestar contra Peter Silva. O presidente encerrou um contrato feito com a Leel, empresa composta por torcedores e que estava financiando a base do clube. Ninguém sabe quais as pretensões de Peter, já que segundo ele os cofres estão vazios.
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Eu acredito
Fala, Torcedor
Escrito por Luciano de Castro   
27 de julho de 2009 21:18
Após a dolorida derrota em Erechim, eu poderia estar normalmente dizendo a todos que eu acredito na classificação do Londrina, pois ainda existem chances matemáticas. Mas como acreditar nisso depois de tudo que nos aconteceu durante os últimos anos? Concordamos que só um milagre mesmo destes que às vezes acontecem no futebol, que o faz certamente ser o esporte mais surpreendente de todos. Mas deixando isto de lado, agora prefiro acreditar que tudo foi um terrível pesadelo e que uma nova vida vira a partir do jogo em Naviraí, classificando-se ou não.

Quero acreditar que possam servir de lição todos os erros cometidos por muitos durante este período, que seja tudo reformulado para que os mesmos não se repitam, o que se vir acontecer é um verdadeiro atestado de incompetência, não de certas pessoas, mas sim de uma cidade toda.
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E o VGD Sr. Prefeito?
Marcelo Benini
Escrito por Marcelo Benini   
16 de julho de 2009 17:42
Ainda como candidato, Barbosa Neto na sede da Torcida Falange Azul
Ainda como candidato, Barbosa Neto na sede da Torcida Falange Azul
O prefeito de Londrina, Barbosa Neto, deu uma declaração se dizendo "envergonhado" com a situação do Autódromo Ayrton Senna, que fez com que o município perdesse a etapa da Stock Car. Mas Sr. Prefeito, o senhor também deveria estar "envergonhado" com a situação de outras praças esportivas, como o Estádio VGD e a Vila Santa Terezinha, ambos também cedidos em comodato ao Londrina e Portuguesa respectivamente, como o Autódromo para o Automóvel Clube do Café.

Se a prefeitura pode intervir e ajudar nas reformas do autódromo, porque não pode fazer o mesmo com nossos estádios? Tudo bem que temos o Estádio do Café em "condições" de uso, porém a questão é outra, a situação dos nossos clubes exigem outras alternativas. Os clubes locais na atual situação perdem muito mandando seus jogos no grande, longínquo e frio Estádio do Café e podemos citar:
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Voltem sempre
Felipe Lessa
Escrito por Felipe Lessa   
07 de julho de 2009 08:58
lecxnaviraiense.jpg

As cerca de três mil testemunhas que foram ao Estádio do Café voltaram tristes para casa. Atordoadas apenas de lembrar que no palco onde Carlos Alberto Garcia dava seus shows, quem deu o ritmo da peleja foi um baixinho chamado Tatíco. Aos 44 do primeiro tempo, o camisa 10 da Naviraíense precisou apenas de uma brecha para usar a cabeça, esnobando a perdida honra alviceleste. E assim decretou nova derrota do Tubarão, por 1 x 0 - agora, na estréia do Campeonato Brasileiro da Série D.

Antes do jogo, o discurso do prefeito Barbosa Neto deu aos jogadores um clima de unidade municipalista. Falou em harmonia, confiança e apoio. Porém, seu pedido esteve mais perto de ser uma reza do que um ato de confiança. Quem saiu de Londrina rindo a toa foram os políticos sul-matogrossenses: um vereador de Naviraí é chefe da torcida organizada, outro é dirigente do Jacaré do Cone Sul.

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Nomadismo encarecido no Paraná
Felipe Lessa
Escrito por Felipe Lessa   
01 de julho de 2009 03:16
Os clubes nômades do Paraná terão que pagar R$200 mil ao departamento de finanças da Federação Paranaense de Futebol caso queiram novas migrações. Basta saber se a FPF vai cumprir a nova resolução, ou conseguir colocá-la em prática. Nos últimos anos, virou moda não ter casa fixa para se jogar bola em nosso estado.

Diversos casos ocorreram apenas em 2009. A Portuguesa Londrinense esqueceu a parceria com o CAC e deixou Cambé, para jogar para média de 30 amargas testemunhas no Estádio do Café. Reclamou da falta de incentivo e por pouco não foi parar em União da Vitória, já que o Iguaçu caiu para a segundona e a Lusinha é uma das candidatas ao acesso.

Em Maringá, a Secretaria de Esportes da prefeitura de Silvio Barros está em negociação com diretores do Engenheiro Beltrão, para uma possível migração até a cidade canção. O próximo passo seria a mudança de nome, que ressuscitaria o Grêmio de Maringá. Uma das questões que ainda estavam em debate é: montar um novo GEM ou reativar algum dos tantos já finados? Alias, os bastidores afirmam que existe, também, uma negociação com Paranavaí e Cianorte.

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Acabou a dúvida, jogaremos no Café
Marcelo Benini
Escrito por Marcelo Benini   
01 de julho de 2009 03:15
cafe07.jpgSemana passada postei no LECMANIA a dúvida que o torcedor tinha sobre qual estádio jogaremos a série D. Pois é a diretoria do LEC respondeu em nota ontem confirmando todos os jogos da primeira fase no gigante e frio Estádio do Café.

A notícia já repercutiu de forma negativa por parte dos torcedores e não é para menos. É de conhecimento público que a grande maioria dos torcedores, aqueles que não abandonam nunca, prefere o VGD por vários motivos. O estádio fica localizado no centro da cidade facilitando o acesso da grande maioria; é pequeno, acanhado e a torcida fica muito perto do campo, logo a pressão em cima do adversário e arbitragem é muito grande; a festa que a torcida faz com mil torcedores no VGD é a mesma de dez mil no Estádio do Café.

Outro ponto que já torrou a paciência da torcida é que o Londrina sempre deixa para resolver as pendências do estádio na última hora, foi assim durante o campeonato Paranaense, o campeonato em andamento e o Londrina tentando liberar o estádio e só conseguiu nas últimas duas rodadas, onde empatamos com o Toledo e vencemos o Coritiba, nossa única vitória em casa. Nesta ocasião a torcida organizada e vários outros torcedores ajudaram na compra de materiais para a reforma.

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Somos contra o fechamento do Londrina Esporte Clube
Felipe Lessa
Escrito por Felipe Lessa   
20 de maio de 2009 20:47
regaca_tuba_logos.jpgEstão querendo fechar o Londrina em 2009. Montar um novo clube e esquecer todas suadas glórias e conquistas do passado. Querem falir o alviceleste para escapar de auditorias nas contas, seguidas de processos na justiça. Para tal, orquestraram o caos, similar ao funcionalismo público, apenas para privatizar. Enlataram toda história de um Tubarão como se fosse uma sardinha.

Gente que não torce pelo Londrina, não deveria nem mesmo assumir o clube no passado. Queridinhos que batem no peito e falam as abobrinhas de sempre, mas que torcem por qualquer time de São Paulo e por uma boa quantidade de moedas no seu bolso.

Definitivamente, estão matando com o futebol. Estarão matando a história de jogadores como João Neves e Alexandre Bianchi, que por muito tempo defenderam o LEC e têm quantias absurdas a receber. O zagueiro, autor do gol da conquista do estadual, em 92, hoje é carcereiro. Foi praticamente esquecido por "clube" e pela cidade. O segundo está em crise financeira, trabalha pesado como motorista de caminhão e até pouco tempo atrás estava desempregado. Pior: precisou vender diversas fardas de guerras alvicelestes para pagar dívidas.

Esses caras são gente que gosta do clube. Estão certos em cobrar suas dívidas na justiça. Jamais serão taxados de traidores. Estão indignados de saber que não recebiam salários, enquanto seus queridos diretores utilizavam carros novos.
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Tragédia londrinense
Felipe Lessa
Escrito por Felipe Lessa   
16 de março de 2009 18:39
A ação do homem é incapaz de barrar o rebaixamento do Londrina Esporte Clube. A atuação pífia contra o J. Malucelli, neste domingo, foi apenas mais um capítulo sobre o que é o "futebol" londrinense durante o Campeonato Estadual em 2009. Perder, por 2 a 1, foi inevitável.

Dos que atuaram, o goleiro Fernando, o volante Carlão e o polivalente Warley Pelezinho são os únicos que jogaram futebol. O restante fez de tudo. Apenas não praticou o esporte, assinando o passaporte alviceleste rumo à segundona paranaense.

Não apenas na tarde de ontem, como no campeonato todo, fizeram algo tão imperdoável quanto queimar a camisa usada pelo bem amado, Carlos Alberto Garcia, durante a batalha de São Januário no Brasileiro de 77*. Arregaçaram com a história do LEC, maltratando pelota e torcida. Até mesmo o Silvinho, que chegou como celebridade, parece que desaprendeu a jogar futebol. Os torcedores, que estão invocados, dizem que ele cansa antes mesmo de terminar o aquecimento e precisa de bengalas.
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João Neves: um herói nunca cai no anonimato
Felipe Lessa
Escrito por Felipe Lessa   
18 de dezembro de 2008 11:06
Londrina Esporte Clube - 1995
Londrina Esporte Clube - 1995
João Neves foi o maior zagueiro do Londrina Esporte Clube. O eterno camisa 4 do Tubarão marcou história pela presença na boemia, pela raça e amor ao alviceleste. Sua história poderia compor com a mesmice de tantos outros que passaram pelo Tubarão. Acusações de bebedeiras antes dos jogos, salários atrasados, ausência de títulos e o anonimato no futuro.

No entanto, não foi assim. Ao menos em tudo, não. Muito se tentou estereotipar o grande xerife londrinense pela violência desnecessária. A cor negra, mesclada com a força de um brutamonte com mais de 1, 90 metro de altura, realmente era assustadora. Características que intimidavam adversários em todas as circunstâncias.

Seu físico também intimidava aos jornalistas. Estes, defensores de um futebol arte. Algo fresco e refinado, características nada peculiares ao mito pé vermelho. Definitivamente, era preciso retirar o brutamonte do futebol. Para estes, o "grande" momento de João Neves ocorreu quando o mito inverteu a regra: quebrou Pachequinho em pleno Couto Pereira.

O talento promissor do Coritiba, nos anos 90, foi fazer brincadeirinhas com o dono da defesa londrinense e conheceu a fúria de João Neves. Foi anulado. Não apenas de um simples Londrina e Coxa, como também da carreira. Tratava-se de uma resposta ao imperialismo da capital contra os clubes do interior. Era o preço pago por brincar com quem não se deve.


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