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Felipe Lessa
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Escrito por Felipe Lessa
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11 de agosto de 2009 05:42 |
Quando sintonizei o rádio, passavam das 15h. O Londrina estava
aquecendo no acanhado vestiário do Estádio Virotão, no Mato Grosso do
Sul. Por ali, enfrentaria a Naviraiense, na rodada decisiva da Série D
do Brasileiro. Para se classificar, havia necessidade de vitória e de
uma ajuda do Chapecoense, que jogaria no Índio Condá, contra o Ypiranga
de Erechim.
Longe do campo em Naviraí, como também dos amigos
londrinenses que se juntavam para escutar o jogo na sede da Falange
Azul, nada me resta a não ser organizar meu alento pessoal ao Tubarão.
A ausência de arquibancadas ou de parceiros não impediria de que meu
quarto se tornasse um reduto de culto ao Londrina esporte Clube. Se
classificar na Série D é de extrema importância para a vida do clube.
Junto um rádio, umas 30 camisas, bandeiras e livros para torcer e
espantar as mandingas que se aproximam do LEC a cada besteira cometida
pelo presidente Peter Silva.
A semana foi extremamente
conturbada nas dependências do Vitorino Gonçalves Dias. De segunda até
sexta, diversas irregularidades cometidas por Peter foram desmascaradas
pela imprensa local. Fatos como o de vender direitos da grande
revelação sem comunicar ao mesmo, como também ao restante da diretoria
do LEC. Fatos como a falsificação de documentos de médicos, o que fez
com que a equipe do Dr. Carlos Miguita - que há mais de 30 anos
colaborou com o clube - deixasse de prestar serviços ao Alviceleste.
A
bomba esteve prestes a explodir na quinta-feira. Cerca de 50
integrantes da Falange foram ao VGD protestar contra Peter Silva. O
presidente encerrou um contrato feito com a Leel, empresa composta por
torcedores e que estava financiando a base do clube. Ninguém sabe quais
as pretensões de Peter, já que segundo ele os cofres estão vazios.
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Fala, Torcedor
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Escrito por Luciano de Castro
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27 de julho de 2009 21:18 |
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Após
a dolorida derrota em Erechim, eu poderia estar normalmente dizendo a
todos que eu acredito na classificação do Londrina, pois ainda existem
chances matemáticas. Mas como acreditar nisso depois de tudo que nos
aconteceu durante os últimos anos? Concordamos que só um milagre mesmo
destes que às vezes acontecem no futebol, que o faz certamente ser o
esporte mais surpreendente de todos. Mas deixando isto de lado, agora
prefiro acreditar que tudo foi um terrível pesadelo e que uma nova vida
vira a partir do jogo em Naviraí, classificando-se ou não.
Quero acreditar que possam servir de lição todos os erros cometidos
por muitos durante este período, que seja tudo reformulado para que os
mesmos não se repitam, o que se vir acontecer é um verdadeiro atestado
de incompetência, não de certas pessoas, mas sim de uma cidade toda.
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Marcelo Benini
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Escrito por Marcelo Benini
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16 de julho de 2009 17:42 |
 Ainda como candidato, Barbosa Neto na sede da Torcida Falange Azul O prefeito de Londrina, Barbosa Neto, deu uma declaração se dizendo "envergonhado" com a situação do Autódromo Ayrton Senna, que fez com que o município perdesse a etapa da Stock Car. Mas Sr. Prefeito, o senhor também deveria estar "envergonhado" com a situação de outras praças esportivas, como o Estádio VGD e a Vila Santa Terezinha, ambos também cedidos em comodato ao Londrina e Portuguesa respectivamente, como o Autódromo para o Automóvel Clube do Café.
Se a prefeitura pode intervir e ajudar nas reformas do autódromo, porque não pode fazer o mesmo com nossos estádios? Tudo
bem que temos o Estádio do Café em "condições" de uso, porém a questão
é outra, a situação dos nossos clubes exigem outras alternativas. Os
clubes locais na atual situação perdem muito mandando seus jogos no
grande, longínquo e frio Estádio do Café e podemos citar:
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Felipe Lessa
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Escrito por Felipe Lessa
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07 de julho de 2009 08:58 |
As cerca de três mil testemunhas que foram ao Estádio do Café
voltaram tristes para casa. Atordoadas apenas de lembrar que no palco
onde Carlos Alberto Garcia dava seus shows, quem deu o ritmo da peleja
foi um baixinho chamado Tatíco. Aos 44 do primeiro tempo, o camisa 10
da Naviraíense precisou apenas de uma brecha para usar a cabeça,
esnobando a perdida honra alviceleste. E assim decretou nova derrota do
Tubarão, por 1 x 0 - agora, na estréia do Campeonato Brasileiro da
Série D.
Antes do jogo, o discurso do prefeito Barbosa Neto deu
aos jogadores um clima de unidade municipalista. Falou em harmonia,
confiança e apoio. Porém, seu pedido esteve mais perto de ser uma reza
do que um ato de confiança. Quem saiu de Londrina rindo a toa foram os
políticos sul-matogrossenses: um vereador de Naviraí é chefe da torcida
organizada, outro é dirigente do Jacaré do Cone Sul.
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Felipe Lessa
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Escrito por Felipe Lessa
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01 de julho de 2009 03:16 |
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Os clubes nômades do Paraná terão que pagar R$200 mil ao
departamento de finanças da Federação Paranaense de Futebol caso
queiram novas migrações. Basta saber se a FPF vai cumprir a nova
resolução, ou conseguir colocá-la em prática. Nos últimos anos, virou
moda não ter casa fixa para se jogar bola em nosso estado.
Diversos
casos ocorreram apenas em 2009. A Portuguesa Londrinense esqueceu a
parceria com o CAC e deixou Cambé, para jogar para média de 30 amargas
testemunhas no Estádio do Café. Reclamou da falta de incentivo e por
pouco não foi parar em União da Vitória, já que o Iguaçu caiu para a
segundona e a Lusinha é uma das candidatas ao acesso.
Em Maringá,
a Secretaria de Esportes da prefeitura de Silvio Barros está em
negociação com diretores do Engenheiro Beltrão, para uma possível
migração até a cidade canção. O próximo passo seria a mudança de nome,
que ressuscitaria o Grêmio de Maringá. Uma das questões que ainda
estavam em debate é: montar um novo GEM ou reativar algum dos tantos já
finados? Alias, os bastidores afirmam que existe, também, uma
negociação com Paranavaí e Cianorte.
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Marcelo Benini
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Escrito por Marcelo Benini
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01 de julho de 2009 03:15 |
Semana passada postei no LECMANIA a dúvida que o torcedor tinha sobre qual estádio jogaremos a série D.
Pois é a diretoria do LEC respondeu em nota ontem confirmando todos os
jogos da primeira fase no gigante e frio Estádio do Café.
A
notícia já repercutiu de forma negativa por parte dos torcedores e não
é para menos. É de conhecimento público que a grande maioria dos
torcedores, aqueles que não abandonam nunca, prefere o VGD por vários
motivos. O estádio fica localizado no centro da cidade facilitando o
acesso da grande maioria; é pequeno, acanhado e a torcida fica muito
perto do campo, logo a pressão em cima do adversário e arbitragem é
muito grande; a festa que a torcida faz com mil torcedores no VGD é a
mesma de dez mil no Estádio do Café.
Outro ponto que já torrou
a paciência da torcida é que o Londrina sempre deixa para resolver as
pendências do estádio na última hora, foi assim durante o campeonato
Paranaense, o campeonato em andamento e o Londrina tentando liberar o
estádio e só conseguiu nas últimas duas rodadas, onde empatamos com o
Toledo e vencemos o Coritiba, nossa única vitória em casa. Nesta
ocasião a torcida organizada e vários outros torcedores ajudaram na
compra de materiais para a reforma.
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Felipe Lessa
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Escrito por Felipe Lessa
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20 de maio de 2009 20:47 |
 Estão querendo fechar o Londrina em 2009. Montar um novo clube e
esquecer todas suadas glórias e conquistas do passado. Querem falir o
alviceleste para escapar de auditorias nas contas, seguidas de
processos na justiça. Para tal, orquestraram o caos, similar ao
funcionalismo público, apenas para privatizar. Enlataram toda história
de um Tubarão como se fosse uma sardinha.
Gente que não torce
pelo Londrina, não deveria nem mesmo assumir o clube no passado.
Queridinhos que batem no peito e falam as abobrinhas de sempre, mas que
torcem por qualquer time de São Paulo e por uma boa quantidade de
moedas no seu bolso.
Definitivamente, estão matando com o
futebol. Estarão matando a história de jogadores como João Neves e
Alexandre Bianchi, que por muito tempo defenderam o LEC e têm quantias
absurdas a receber. O zagueiro, autor do gol da conquista do estadual,
em 92, hoje é carcereiro. Foi praticamente esquecido por "clube" e pela
cidade. O segundo está em crise financeira, trabalha pesado como
motorista de caminhão e até pouco tempo atrás estava desempregado.
Pior: precisou vender diversas fardas de guerras alvicelestes para
pagar dívidas.
Esses caras são gente que gosta do clube. Estão
certos em cobrar suas dívidas na justiça. Jamais serão taxados de
traidores. Estão indignados de saber que não recebiam salários,
enquanto seus queridos diretores utilizavam carros novos.
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Felipe Lessa
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Escrito por Felipe Lessa
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16 de março de 2009 18:39 |
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A ação do homem é incapaz de barrar o rebaixamento do Londrina
Esporte Clube. A atuação pífia contra o J. Malucelli, neste domingo,
foi apenas mais um capítulo sobre o que é o "futebol" londrinense
durante o Campeonato Estadual em 2009. Perder, por 2 a 1, foi
inevitável.
Dos que atuaram, o goleiro Fernando, o volante Carlão
e o polivalente Warley Pelezinho são os únicos que jogaram futebol. O
restante fez de tudo. Apenas não praticou o esporte, assinando o
passaporte alviceleste rumo à segundona paranaense.
Não apenas
na tarde de ontem, como no campeonato todo, fizeram algo tão
imperdoável quanto queimar a camisa usada pelo bem amado, Carlos
Alberto Garcia, durante a batalha de São Januário no Brasileiro de 77*.
Arregaçaram com a história do LEC, maltratando pelota e torcida. Até
mesmo o Silvinho, que chegou como celebridade, parece que desaprendeu a
jogar futebol. Os torcedores, que estão invocados, dizem que ele cansa
antes mesmo de terminar o aquecimento e precisa de bengalas.
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Felipe Lessa
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Escrito por Felipe Lessa
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18 de dezembro de 2008 11:06 |
 Londrina Esporte Clube - 1995 João Neves foi o maior zagueiro do Londrina Esporte Clube. O eterno
camisa 4 do Tubarão marcou história pela presença na boemia, pela raça
e amor ao alviceleste. Sua história poderia compor com a mesmice de
tantos outros que passaram pelo Tubarão. Acusações de bebedeiras antes
dos jogos, salários atrasados, ausência de títulos e o anonimato no
futuro.
No entanto, não foi assim. Ao menos em tudo, não. Muito
se tentou estereotipar o grande xerife londrinense pela violência
desnecessária. A cor negra, mesclada com a força de um brutamonte com
mais de 1, 90 metro de altura, realmente era assustadora.
Características que intimidavam adversários em todas as circunstâncias.
Seu físico também intimidava aos jornalistas. Estes, defensores
de um futebol arte. Algo fresco e refinado, características nada
peculiares ao mito pé vermelho. Definitivamente, era preciso retirar o
brutamonte do futebol. Para estes, o "grande" momento de João Neves
ocorreu quando o mito inverteu a regra: quebrou Pachequinho em pleno
Couto Pereira.
O talento promissor do Coritiba, nos anos 90,
foi fazer brincadeirinhas com o dono da defesa londrinense e conheceu a
fúria de João Neves. Foi anulado. Não apenas de um simples Londrina e
Coxa, como também da carreira. Tratava-se de uma resposta ao
imperialismo da capital contra os clubes do interior. Era o preço pago
por brincar com quem não se deve.
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Felipe Lessa
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Escrito por Felipe Lessa
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16 de dezembro de 2008 10:59 |
 A situação em que o Londrina Esporte Clube estava foi
necessária. Passamos dois anos de narcose e melancolia, onde a perspectiva, ou
falta dela, foram primordiais para o retorno triunfal. Jogar a Série D, ou
ficar de fora dela, é apenas um reflexo de tudo aquilo que pessoas que não
torcem pelo Tubarão fizeram com o mesmo.
Houve o tempo em que já foi normal torcer por dois clubes em
Londrina. Foi normal também torcer para apenas um clube, quando o mesmo era
paulista. Foi normal. Não é mais. Nestes anos decadentes, o londrinense passou
a aprender o quanto o LEC é importante para a cidade. Aprender o quanto
dependemos do clube para gostar e torcer por um estandarte.
E tudo isso foi o que fez com que o Tubarão tivesse média de
público maior que a de "grandes" no Paranaense de 2008. O Paraná Clube já ficou
para trás. Os mais de 15 mil alvicelestes que acompanharam aos jogos no
estadual pouco se importavam se a situação era difícil, ou se era crítica.
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