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Felipe Lessa

Felipe Lessa é jornalista, torcedor do Londrina Esporte Clube e integrante da Falange Azul.
Além do site da Falange Azul, também é colaborador do blog De Primeira, escrito por jornalistas de todo o Brasil.


João Neves: um herói nunca cai no anonimato
Escrito por Felipe Lessa   
18 de dezembro de 2008 11:06
Londrina Esporte Clube - 1995
Londrina Esporte Clube - 1995
João Neves foi o maior zagueiro do Londrina Esporte Clube. O eterno camisa 4 do Tubarão marcou história pela presença na boemia, pela raça e amor ao alviceleste. Sua história poderia compor com a mesmice de tantos outros que passaram pelo Tubarão. Acusações de bebedeiras antes dos jogos, salários atrasados, ausência de títulos e o anonimato no futuro.

No entanto, não foi assim. Ao menos em tudo, não. Muito se tentou estereotipar o grande xerife londrinense pela violência desnecessária. A cor negra, mesclada com a força de um brutamonte com mais de 1, 90 metro de altura, realmente era assustadora. Características que intimidavam adversários em todas as circunstâncias.

Seu físico também intimidava aos jornalistas. Estes, defensores de um futebol arte. Algo fresco e refinado, características nada peculiares ao mito pé vermelho. Definitivamente, era preciso retirar o brutamonte do futebol. Para estes, o "grande" momento de João Neves ocorreu quando o mito inverteu a regra: quebrou Pachequinho em pleno Couto Pereira.

O talento promissor do Coritiba, nos anos 90, foi fazer brincadeirinhas com o dono da defesa londrinense e conheceu a fúria de João Neves. Foi anulado. Não apenas de um simples Londrina e Coxa, como também da carreira. Tratava-se de uma resposta ao imperialismo da capital contra os clubes do interior. Era o preço pago por brincar com quem não se deve.


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A narcose acabou, o Tubarão desperta
Escrito por Felipe Lessa   
16 de dezembro de 2008 10:59
torcida_04_03_2008_2.jpgA situação em que o Londrina Esporte Clube estava foi necessária. Passamos dois anos de narcose e melancolia, onde a perspectiva, ou falta dela, foram primordiais para o retorno triunfal. Jogar a Série D, ou ficar de fora dela, é apenas um reflexo de tudo aquilo que pessoas que não torcem pelo Tubarão fizeram com o mesmo.

Houve o tempo em que já foi normal torcer por dois clubes em Londrina. Foi normal também torcer para apenas um clube, quando o mesmo era paulista. Foi normal. Não é mais. Nestes anos decadentes, o londrinense passou a aprender o quanto o LEC é importante para a cidade. Aprender o quanto dependemos do clube para gostar e torcer por um estandarte.

E tudo isso foi o que fez com que o Tubarão tivesse média de público maior que a de "grandes" no Paranaense de 2008. O Paraná Clube já ficou para trás. Os mais de 15 mil alvicelestes que acompanharam aos jogos no estadual pouco se importavam se a situação era difícil, ou se era crítica.
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O Londrina e seus 2000 vagabundos
Escrito por Felipe Lessa   
06 de novembro de 2008 04:41
regaca-tuba.jpgEm tempos de parcerias, contratos milionários e modernidade, o Londrina Esporte Clube por sorte não é o maior ou mais sofisticado nem de Londrina. Por lá, grande é o Corinthians. Ao alviceleste apenas restaram uns 2000 chucros, bêbados e desgraçados. Talvez por isso meu pai nunca gostou de minha constante freqüência nos jogos do Tubarão. Por ali, apenas os mais desqualificados foram os que ficaram para apoiar o clube da cidade.

O restante dos munícipes carrega rancor, ódio e profundo medo do Tubarão. O Londrina é o clube dos vagabundos. E essa é a fama de torcida, diretoria e jogadores. Esqueçam as hospitalidades e gentilezas cantadas no hino de João Arnaldo. Isso é coisa da cidade, mas no LEC é apenas fachada. E por isso o Londrina não é o maior clube da cidade. É um clube de elite. Apenas para os escolhidos.

Com certeza a idéia do atual e primeiro presidente engomado foi quebrar o estereótipo, os paradigmas. Fazer do Londrina um gigante moderno clube paranaense. Na teoria, é um ponto simples da evolução. Na prática não dá certo. Não deu, Peter não consegue. Dificilmente alguém vai conseguir. O pensamento, a atividade e o caráter primitivo faz parte da retórica do Londrina.

Vai ser assim para sempre. Foi assim que o Londrina chegou ao auge de sua história em 62, 77, 80, 81 e 92. Mas foi assim que chegou ao lamentável em 98, 2000 e 2004. E dessa forma talvez um dia o LEC volte ao lugar máximo do futebol brasileiro e ainda seja campeão. Eu acredito nisso, pode ter certeza. Nada impede que no ano seguinte o tuba abandone tudo e possa apenas jogar a Copa Paraná, decorrente de uma dívida qualquer acertada entre ex-jogador e ex-dirigente.

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Londrina: reconquista e decadência
Escrito por Felipe Lessa   
04 de novembro de 2008 13:24
Torcida invade campo para comemorar a conquista do 1º Turno
Torcida invade campo para comemorar a conquista do 1º Turno
Com direito a invasão de campo, choro de treinador e decreto de status de herói inesquecível para alguns jogadores, o Londrina Esporte Clube foi campeão do 1º Turno da Copa Paraná. A vitória sobre o Foz do Iguaçu por 3 a 2 no Estádio do Café tirou a mordaça que teimava em calar cada torcedor alviceleste.

A sensação é a mesma de 92. Desde essa época Londrina não comemorava tanto. Foi o ano em que o tuba passou pelo Atlético nas semi-finais, bateu o União na final e levou o caneco do Campeonato Paranaense para as prateleiras da Vila Casoni, para o VGD.

Ainda assim, se valerem torneios menores, em 94 o alviceleste se mostrou maior que o trio de ferro e ficou com o título da Copa Curitiba. Em 96, faltou pouco para subir à elite do futebol brasileiro. Em 98, Varley de Carvalho vendeu o sonho da torcida para a diretoria do Gama, em Brasília. Um ano depois, a mesma torcida que invadiu o campo na tarde de ontem era obrigada a comemorar o último título londrinense de forma tímida e de certa forma envergonhada.

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Até quando o Londrina vai omitir a bandidagem?
Escrito por Felipe Lessa   
20 de outubro de 2008 04:07
Felipe Guedes, um dos destaques do Tubarãozinho na Copa Belo Horizonte de Juniores 2008
Felipe Guedes, um dos destaques do Tubarãozinho na Copa Belo Horizonte de Juniores 2008
O Londrina Esporte Clube ainda luta para quebrar o estereotipo de valente, mas amador e caipira no futebol paranaense. Quer se profissionalizar para não seguir o mesmo rumo dos tradicionais que sucumbiram no interior do estado. No entanto, para isso vai precisar solucionar um problema velho, mas atual. Mais uma revelação sumiu das dependências do Vitorino Gonçalves Dias, na saudosa Vila Casoni.

Dessa vez foi o volante Felipe Guedes, um dos destaques do Tubarãozinho na Copa Belo Horizonte de Juniores 2008. A denúncia foi feita no blog do radialista e autor do livro de 40 anos do Londrina, J. Mateus que ainda afirma: "Existe um pedido de liberação do garoto na justiça... o pior de tudo é que algumas vozes afirmam que gente de dentro do clube, do Londrina, teria participação direta nesse caso".



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Festa ou ressaca?
Escrito por Felipe Lessa   
26 de setembro de 2008 09:40
macemarilia.jpg


O Corinthians vai jogar em Londrina pela Série B do Brasileirão. O mando de campo é do Marilia. É a realização do sonho de muitos que por tanto tempo, talvez por erro da natureza, foram obrigados a ver seu querido time pela Rede Globo. São diversas as caravanas marcadas em todo o norte do Estado do Paraná, como também no interior do Estado de São Paulo. Pensei em escrever algo, mas sou muito fanático pelo Londrina. Sou suspeito para falar qualquer coisa...por isso resolvi conversar com algumas pessoas. Confira os depoimentos. Deixe o seu também.
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Precisamos de novos antigos goleadores em Londrina
Escrito por Felipe Lessa   
05 de setembro de 2008 07:03
regaca-tuba.jpg

Não bastasse a humilhante posição de ter que jogar a Copa Paraná, os torcedores londrinenses sentem falta de goleadores. Goleadores natos, daqueles que ajudam o clube. Os de hoje são incógnita. Ninguém sabe, ninguém viu, mas antes de aparecer para dar satisfação para a torcida que fica todos os dias no VGD, no boteco, na rua, no clube, já chamou logo a imprensa para dizer que era cover do Marcelinho Carioca. Um tal de Meme. Achando que vai chegar tomando wiski fino.

Pelo Londrina passou tambem um tal de Zé Louco. Um goleador nato. Daqueles que passaram vendo o clube nas pretensões medíocres que vive, fez amizade com o povo das arquibancadas e ainda ficou devendo o dinheiro da cachaça que consumiu na sede da torcida organizada.

Outro goleador foi Carlos Alberto Garcia. Na verdade ele foi um goleador de dois tipos. Quando jogador, levou o time ao auge de toda sua história. Como presidente foi o goleador de champanhe importado, no Aguativa Resort, junto com o Raul Plasman, ex-diretor do clube e jogador da seleção brasileira. Sua pretensão em gastar cerca de R$ 1500 do clube, por garrafa nas noitadas alcoólicas, ninguém sabe.
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A coisa também está feia fora de Londrina
Escrito por Felipe Lessa   
18 de agosto de 2008 14:50
Campeão Paranaense de 1981
Campeão Paranaense de 1981
Villa Nova e Uberlândia em Minas, Londrina e Grêmio de Maringá no Paraná, Campo Grande, América e Bangu no Rio de Janeiro, Internacional de Limeira, União de Araras e Juventus em São Paulo e Tuna Luso no Pará. São clubes que carregam em suas histórias algo muito importante em comum. Foram destaque no cenário nacional e sonharam com o dia que seriam grandes.

Alguns foram vice, outros campeões, mas hoje não carregam distinções. Todos dependem de calendário improvisado pelas federações locais para continuar jogando. Alguns, até mesmo dispensam tal calendário extra, por falta de dinheiro.

A falta de grana é fruto de dois fatores. O primeiro fica pela administração amadora destes clubes. O segundo é a Lei Pelé (9.615/98), que favorece empresários e clubes empresas.
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O Tubarão vai voltar a morder...
Escrito por Felipe Lessa   
22 de julho de 2008 20:10
Peter: Eu acredito que o Londrina dê a volta por cima, conquistando no campo o prestígio que já teve nos campos do Paraná.
Peter: Eu acredito que o Londrina dê a volta por cima, conquistando no campo o prestígio que já teve nos campos do Paraná.
Para alegria ou tristeza do torcedor do Londrina, nos dias de hoje, o jogo político pela vaga em competições está com um mercado restrito e de difícil acordo. Tristes ficaram aqueles que gostariam de ver o clube a ser o que já foi de imediato. Repetindo erros do futebol nacional que já ressuscitaram clubes como Grêmio, Fluminense e Bahia.

Até mesmo o Londrina já se beneficiou com os desordeiros critérios do Campeonato Brasileiro, ganhando a vaga em 76 pelo índice arquibancada, renda e público pagante. Ainda assim, o tubarão tinha um bom time, capaz de representar.

Hoje, ficam felizes aqueles que apostam na moralidade. Apostam inclusive na moralidade e credibilidade que parte da presidência do clube. Conversando com Peter, ele foi claro em dizer que o acordo com Adir Leme talvez não tenha sido o melhor para o Londrina. Foi proposta única. Única chance de se reestruturar.

E o lucro do time, é o lucro do Adir, ou seja, é de interesse do mesmo que o clube se saia bem. Das verbas que entram no clube, 80% ficarão com o investidor que é fiador do clube na justiça do trabalho e que também vai pagar toda as despesas do clube.
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LEC na C? Estamos nos acréscimos
Escrito por Felipe Lessa   
21 de junho de 2008 00:10
img_foto78.jpgAos 48 do segundo tempo o Londrina Esporte Clube está perto de conquistar vaga na Série C do Campeonato Brasileiro. Depois das desistências das equipes de Rondônia e da possibilidade dos times capixabas ficarem de fora, também desistindo por não ter verba para disputar o torneio, Peter Silva parte para o ataque.

Para muitos, sua viagem para Minas Gerais seria apenas por razões destinados ao time júnior, que depois de ser eliminado da Copa Tribuna, está na disputa da tradicional Taça Belo Horizonte. No entanto, estes muitos erraram ao desacreditar das ousadias do presidente do Tubarão.
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